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10 abril, 2010

SS GIRLS (1977)


SS GIRLS
Gênero
: Nazi Exploitation (Euro Trash) Ano: 1977 País: Itália Com: Gabriele Carrara, Macha Magall, Marina Daunia Direção: Bruno Mattei

Sobre o que é
É 1944 e a Alemanha está perdendo a guerra. Hitler está desesperado para identificar conspiradores em potencial.  Para cumprir com essa missão, o fanático pseudo-religioso Hans Schellenberg (Gabriele Carrara) é enviado para armar  um pequeno bordel para o entretenimento de oficiais nazistas de alto escalão. Usando de suas habilidades eróticas (na verdade, nem tanto) para aprender o que os subordinados realmente pensam sobre o Führer (como se fosse necessário...), as voluntárias para a missão entregarão todos os alcagüetes. Cabe ao zeloso Schellenberg ser júri e executor dos traídores descobertos...

Coisas para se ver no filme
- Grupo de euro-whores gordinhas, peludas e com seios murchos por quem todos os nazistas fariam qualquer coisas (sabecomoé, lá no front só tem homem)
- Um Papa nazista gay.
- Gabriele Carrara "interpretando" como se estivesse sendo eletrocutado
- Marina Daunia no típico papel de gostosa-com-cicatriz-que-se-torna-sádica. Ela fica se masturbando por boa parte do filme, já que só tem o que fazer no final
- Já falei do Papa nazista gay?
- Apologias gratuitas em favor dos americanos: profundidade psicológica pra quê?
- Cenas de lesbianismo gratuito
- Cenas de comédia involuntária (eles realmente estão levando isso a sério)
- UMA cena em italiano. Afinal, alguém TINHA que explicar o que aconteceu com o bebê (que bebê?) de uma das vagabundas (qual delas?), não é mesmo? O problema é que daí já não tinha mais verba pra contratar dubladores...
- Cenas aleatórias de OUTRO filme sobre a II Guerra Mundial
- Cortes de cabelo e maquiagens tão anos 70 que parece que todos estão estão numa bela festa a fantasia
- Um Papa nazista gay. É sério.

O que eu aprendi vendo SS Girls
- NUNCA, mas jamais, tire sarro da gostosa com cicatriz no corpo. Afinal, ela ainda é gostosa. E pode virar uma vaca se ficar magoada
- Tomar conhaque com pouco de sangue pode me levar a ver fantasmas durante a madrugada. Melhor com gelo
- Caso algum dia tenha achado Marilyn Manson original, melhor esquecer. Gabriele Carrara já se vestia de Papa gay muito antes dele
- Não é uma boa imitar Hitler numa festa Nazista
- O treinamento secreto para descobrir tudo sobre alguém é: "Agora que você satisfez seus institos, cote-me todos teus segredos!"
- É melhor pensar no que fazer com o bebê ANTES de dispensar os dubladores

Fator Kitsch: ESTRATOSFÉRICO
Afinal, com um PAPA NAZISTA GAY, um quarto com cada parede forrada por símbolos nazistas e vários bibelôs em forma de suástica, não dava para querer menos, né?

Download (Rip by FEROX)
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
ATENÇÃO: Filme dublado em inglês sem legendas (e com uma cena em italiano!)
Use o HJSplit para juntar os arquivos

06 novembro, 2009

FEMALE PRISONER #701 SCORPION



Gênero: Women in Prison
Ano: 1972
Com: Kaji Meiko, Yokoyama Rie, Isao Natsuyagi, Fumio Watanabe, Yayoi Watanabe, Yoko Mihara 

Direção: Ito Shunya 

Argumento: A jovem Matsushima Nami é presa após o homem por quem se apaixonou - um policial de narcóticos - usá-la como isca para prender traficantes e acusá-los de estupro. No julgamento, Matsu não testemunha contra seu ex e o empresário com quem ele tem acordos escusos. Sabendo das inúmeras confusões que ela arranja na prisão e temendo por sua fuga, o policial contrata outra detenta - Katagiri - para acabar de vez com Matsu.

Plano geral: O filme é a estreia na direção de Ito Shunya, que dirige também as duas continuações imediatas da quadrilogia original. Female Prisoner 701 Scorpion é uma série com nove filmes, o último de 1998, e talvez um dos mais conhecidos exemplares no Ocidente dos pinku eiga da Toho. Este gênero de filme - "filme cor-de-rosa", também conhecido como pink violence - é um marco no cinema japonês contemporâneo. Neles, as mulheres são alçadas à condição de heroínas e vilãs, retirando-as de sua tradicional função periférica nos filmes de ação e aventura, até então ainda presos ao drama histórico, calcado no Kabuki. É passo essencial para obras modernas como Machine Girl e Yo Yo Girl Cop.

Direção: O debut de Shunya é em grande estilo. Logo na primeira cena, contemplamos a formatura de oficiais. O alarme soa, anunciando que alguém fugiu da prisão, o que faz com que os policiais partam em disparada. Entre os pés dos policiais correndo, o regulamento da Polícia é pisoteado por todos. Que maneira melhor para sabermos que estes policiais, afinal, não seguirão nenhum princípio de direitos humanos?

Luzes: Talvez tenha sido o que mais me encantou em Female Prisoner 701 Scorpion: o uso que Shunya faz das cores e luzes, transformando em poesia um filme que outro faria banal. Na esteira de diretores como Suzuki Seijun (Branded to Kill), Ito usa as cores para indicar as emoções e ações de alguns personagens: raiva (vermelho), vingança (verde), loucura (azul). A cena em azul é a mais interessante: após ser traída e ferida por Matsu, outra garota enfurece-se ao ponto de tornar-se um 'yokai', um demônio japonês: ela aparece maquiada e pintada como estes demônios da cultura japonesa. Os sons se transformam em ruídos assustadores e um plano com grande profundidade de campo - um corredor de detentas, com o diretor do presídio ao fundo - remete Matsu às suas duas alternativas: ou prosseguir na prisão, ou morrer nas mãos de um demônio. Belíssimo.

Palco: Outra experimentação de Shunya é a junção de duas ou mais cenas no mesmo cenário. A cena em que Matsu é estuprada - que já é belíssima por contar com piso transparente e filmar ação de baixo - troca o fundo com um giro de palco: o policial corrupto gira a parede para se encontrar com seu chefe, em primeiro plano, enquanto Matsu continua no chão, chorando. Outra cena impressionante é a em que o casal transa: o policial desenrola - literalmente - Matsu do lençol, que gira pelo chão enquanto vai se desnudando.

Tortura: Gênero é gênero. E a cartilha do filme W.I.P. reza que deva existir cenas de torturas, sexo lésbico e banho coletivo. Obviamente, aqui tem tudo disso. Enquanto é torturada, Matsu apenas sorri, raramente se queixando de dores. Ela é queimada com sopa, com uma lâmpada, obrigada a trabalhar até a exaustão e torturada coletivamente. Quanto ao sexo, a cena é bem bacana e não é explícita quanto outros filmes do gênero. O último plano da cena coloca Kitoh, nua, aos pés de Matsu implorando por mais toques da heroína. Se torna uma boa metáfora da posição de Matsu dentro da prisão em relação aos policiais, pois, na verdade, Kitoh é agente infiltrada.
Depois de tudo: Female Prisoner 701 Scorpion é o primeiro "Gatas atrás das grades" (W.I.P., de Women in Prison) sério que vejo. A própria aparência da prisão e das detentas aponta isso: não são mulheres de aparência grotesca, que transformam assistir ao filme em martírio, tampouco são modelos impecáveis que denunciam por sua falsidade. A prisão é suja e velha e as mulheres são normais, raramente lindas, muitas vezes comuns e estúpidas. Junto a esse ponto de realismo, a poética visual de Shunya é impressionante. Enquanto todas as cenas características do gênero estão lá, como estupro, violência, policial sádico, etc., o enredo não perde o foco: Female Prisoner 701 é sobre VINGANÇA. Não é a toa que a atriz que interpreta Matsu, Kaji Meiko, também cantora, interprete duas músicas na trilha sonora de Kill Bill, incluindo o tema deste filme, "Urami Bushi" ('Música da vingança'). Porém, Matsu só se transforma neste anjo vingador no final, limitando o resto do filme à promessa de vingança. A espera, é claro, vem acompanhada de estupros coletivos, lutas de meninas, sado-masoquismo e por aí vai...

23 setembro, 2007

DEATH PROOF


Gênero: Exploitation

Ano: 2007

Com: Kurt Russell, Rosario Dawson, Rose McGowan, Vanessa Ferlito, Jordan Ladd, Sydney Poitier, Tracie Thoms, Mary Elizabeth Winstead, Zoe Bell, Monica Staggs 

Direção: Quentin Tarantino 

Argumento: Dois grupos distintos de mulheres gostosas são perseguidas por um dublê que utiliza seu carro "à prova de morte" para executar seus planos homicidas.


Garotas bonitas, filmes B e pés: todos os fetiches de Tarantino reunidos


Sinopse: Por razões obscuras, o dublê de ator "Stuntman" Mike persegue garotas gostosas e as executa. Mike ficou "parado" na década de 1970, quando atuou na Indústria como dublê de clássicos do cinema B. O primeiro grupo que Mike persegue é formado pela radialista Julia Jungle (Sydney Portieir, filha do Sidney Portieir) e suas amigas Shanna, Lanna Frank e Arlene (a gostosa Vanessa Ferlito). As quatro são extremamente chatas e irritantes - um resumo maldoso de uma juventude que "se acha" - e merecem a morte, mais do que a morte as merece. Kurt Russel, como o Stuntman, faz o favor de levá-las para o além em ótimo estilo (e uma ajudinha de Tarantino, que repete quatro vezes a seqüência do acidente). Na segunda metade do filme, somos apresentados às dublês Kim e Zoe (Zoe Bell), à maquiadora Abby (Rosario Dawson, ótima como sempre) e à bobinha Lee. Aqui a coisa complica para o Stuntman, pois as garotas são tão malucas quanto ele. Uma bem-vinda cena de perseguição entre Stuntman Mike e as garotas encerra a fita.
Nota: 7


Stuntmen Mike propondo para Rose McGowan uma voltinha cheia de segundas intenções 

Atuação: Quem rouba a cena é Kurt Russell. Não sei se por pura empatia minha, mas o cara de colossos como "Fuga de NY", "Fuga de LA", "Aventureiros do Bairro Proibido", "3000 milhas do Inferno" e "Tango & Cash" é deveras carismático. Canastrão, fanfarrão, gozador... o cara tem tudo para ser o Rei dos Filmes B (se já não é, observando os títulos antes citados). Apesar de nunca realmente sabermos quem é Stuntman Mike, quem se importa, certo? Ele tem a cara e o carisma de Kurt Russell, e está lá pelo puro prazer de se divertir - até morrer. Completam o elenco as boas atuações de Rosario Dawson e Zoe Bell, e o próprio Quentin Tarantino numa ponta engraçadíssima, como de costume. Eli Roth também dá as caras. No geral, QT sabe como tornar as inúmeras linhas de diálogo convincentes na boca de seus atores.
Nota: 8


O grupo que merece morrer! (e Eli Roth no meio) 

Direção: Como já dito, QT sabe como fazer bom uso de seus atores na hora em que interpretam seus diálogos exaustivos. Eles soam convicentes. Mas desta vez ele perdeu a mão na hora da edição e do roteiro, e toda sua habilidade para escrever diálogos e para criar boas cenas encharcadas de sangue não salvam o filme. Uma pena. Parece que - ironicamente - QT não tem a "manha" para dirigir os filmes B que tanto idolatra. Ele é um cineasta de primeiro nível e, por isto mesmo, acaba tentando trazer cérebro para algo que deva parecer (e permanecer) descerebrado. Seu fetiche por pés é exaustivamente explorado em Death Proof.
Nota: 6


"Ei, ei, ei, Kurt Russell é nosso rei!" 

Roteiro: O fiapo de enredo é bastante rudimentar. Para "encher lingüiça", Quentin Tarantino abusa do que faz melhor: diálogos repletos de referências à cultura pop. Mas, como todo o abuso é prejudicial, é exatamente essa verborragia interminável que faz do filme um verdadeiro PÉ NO SACO de assistir. Ok, nós entendemos que o primeiro grupo de garotas é vulgar, mas essa idéia é-nos martelada na cabeça até o dizer-mos "chega!". A segunda hora do filme é melhor, tanto por possuir personagens melhores, quanto atuações melhores, e mais rapidez no desenrolar da trama. Mesmo assim, não existe necessidade em gastar vinte minutos de filme para apresentar cada grupo de personagens.
Nota: 5


O carrão de Stuntman Mike 

Desenvolvimento: A tentativa de QT em homenagear os filmes de sua adolescência o levou a esquecer de uma regra básica dos mesmos: um filme é feito para a diversão de equipe e público. Os mesmos filmes em que ele se inspira possuíam pouquíssimos diálogos, exatamente pela reconhecida incapacidade para se escrever algo que prestasse. Baseavam-se mais na edição rápida, nas cenas espetaculares (de dublês de carro) e efeitos "especiais" sangrentos. Tarantino parece esquecer tudo isso. Criou um filme cabeçóide de uma premissa simples. O filme é lento e cheio de diálogos que só atrapalham a ação. Quando Stuntman Mike atinge as pistas - é o que queremos, QT! - o filme melhora bastante. Nestas duas míseras cenas funciona!
Nota: 5 

Total: 62% 

É B ou não?: Surgiu uma dúvida na hora de avaliar Death Proof. Como norma, inverto as notas dos filmes B que avalio. Estão aí Prisoners of the Lost Universe e The Lost Empire para exemplificar. A Dimension Films vendeu Death Proof como um filme B. Então, logicamente, não deveria ter ele também a cotação invertida? Acredito que não. Por vários motivos, o mais óbvio sendo que o filme é repleto de astros; o mais obscuro: QT fez um filme cabeça de um filme B, Deus sabe como. As citações sobre cultura pop são tantas - e tão cansativas - que até Crash (meu último avaliado) foi citado: dois detetives conversam (longamente) sobre o porquê da ação de Stuntman Mike, e um deles suspeita que aquela é a única maneira de Mike atingir a satisfação sexual.


Uhul! 

Road movie: Apesar de Death Proof ser um Road Movie praticamente SEM estradas (QT conseguiu isso!), não desempolgue com o gênero. Há muita coisa boa por aí, a começar pelo clássico Easy Rider. Para quem curte Bzão, Faster, Pussycat! Kill! Kill!, do Russ Meyer, é uma ótima pedida. O filme de 1965 tem muito mais ação nas estradas que o título de Tarantino, além de ser repleto de mulheres gostosas em menos roupas que seu congênere de 2007. Outro antiguinho, prestes a ser refilmado, é Death Race 2000, de 1975. Primeiro sucesso de Stallone nas telonas, também conta com outro ator "Tarantinizado": David Carradine, o Bill de Kill Bill. Vanishing Point, cujas referências no longa de Tarantino vão desde o carro utilizado pelas garotas na cena final, até a capa do DVD, é muito superior que Death Proof. E isto que Vanishing já é um respeitável senhor de 36 anos... 

Depois de tudo: Em menos de dez minutos eu já queria desligar o televisor. QT encheu o filme de gordura na forma de diálogos. É um must para os fãs hardcore do diretor, mas um incômodo para todo o resto. Uma pena. Como nem tudo é dispensável, as cenas de perseguição são do caralho! 

Cena favorita: QT tem suas peripécias. Que tal repetir quatro vezes a mesma batida, para todos terem a certeza de que não perderam nada dela?